escritor infâme
desculpe pela falta de talento,
falta de tato,
desalento,
falta de tudo
até entendo,
mas tinha que me fazer, ó zeus,
amante das palavras,
pra que pudesse, sem fim,
contemplar minhas merdas?
desculpe pela falta de respeito,
ajeito coisas aqui, acolá,
sempre sem medo de errar,
esse já sei ser o meu destino.
não se engane com meu jeito de te olhar,
não se jogue sem o medo de arriscar,
tenha prudência.
tenho vivência,
e até tento viver,
mas não dá.
sou falhado e cuspido,
exercido em triste existência,
mera falta de coincidência
dos criadores que não tem visão...
sou reticências
sem medo e amores,
cansei dos horrores que passei no chão.
sempre lento a entender, mais uma vez.
segunda-feira, 26 de março de 2012
domingo, 25 de março de 2012
ouvinte e suas vantagens
as vezes quero ouvir alguém,
um segredo, uma coisa de alguém.
quem tem?
as vezes quero ouvir você,
um sussurro,
eu juro que quero,
não nego,
me entrego além da conta.
sei a hora de parar,
quebro garrafas,
me faço amar,
jogo com tudo
e contra tudo,
mudo, te tenho,
falante, já perco.
só sei ouvir,
e teu sexo aproveito assim.
as vezes quero ouvir alguém,
um segredo, uma coisa de alguém.
quem tem?
as vezes quero ouvir você,
um sussurro,
eu juro que quero,
não nego,
me entrego além da conta.
sei a hora de parar,
quebro garrafas,
me faço amar,
jogo com tudo
e contra tudo,
mudo, te tenho,
falante, já perco.
só sei ouvir,
e teu sexo aproveito assim.
domingo, 18 de março de 2012
cáfila
uma palavra nova,
um conceito,
um segredo,
um estreito,
uma estréia,
um começo,
uma novela,
loucura tanta,
sombra
jogado às traças,
às bombas.
lendo e relendo
resolvi montar
um texto usando o tão famigerado léxico.
comecei contando meus problemas,
cronique-se aliás, e conte-se,
faz bem.
não deu certo, não encaixei em nada a beleza da cáfila.
então fui pros anúncios de jornal,
procurando o dono da palavrinha mágica,
quem tinha inventado essa maravilha literária.
nada.
sem sucesso.
caí na poesia,
sem obrigações, rimas,
sem palhaçadas,
sem palavras feias,
feitas de trapos.
só pra descobrir e dizer que era um monte de camelos.
uma palavra nova,
um conceito,
um segredo,
um estreito,
uma estréia,
um começo,
uma novela,
loucura tanta,
sombra
jogado às traças,
às bombas.
lendo e relendo
resolvi montar
um texto usando o tão famigerado léxico.
comecei contando meus problemas,
cronique-se aliás, e conte-se,
faz bem.
não deu certo, não encaixei em nada a beleza da cáfila.
então fui pros anúncios de jornal,
procurando o dono da palavrinha mágica,
quem tinha inventado essa maravilha literária.
nada.
sem sucesso.
caí na poesia,
sem obrigações, rimas,
sem palhaçadas,
sem palavras feias,
feitas de trapos.
só pra descobrir e dizer que era um monte de camelos.
debaixo do tapete
debaixo do tapete
escondo.
as coisas ficam invisíveis?
não.
fica aquele calombo,
aquele caroço de pano cheio e retorcido,
revelando um traço,
uma poeirinha de falta de caráter,
uma pena de maldade,
uma sujeira de nada,
se torna uma coisa absurda,
um pedaço de vômito,
um pano imundo
numa vida outrora limpa.
pensa comigo, leitor.
vale a pena jogar tudo pra debaixo do tapete?
varrer, soprar, tentar esconder, conciliar,
adjetivar seus infinitivos
infinitamente mediano,
medíocre, insano,
sem ter um plano
achar que pode enganar todo mundo?
viva a sua vida assim.
te vejo no fim.
veremos quem tem mais garrafas de pensamento,
eu no firmamento
e você embaixo do pé.
onde o choro não é escutado,
e a pedra que você carrega ladeira acima
desce no final do dia e o processo se repete.
não olha pra trás,
senão você vê o que quer,
mas o que quer jamais vai ter de novo.
debaixo do tapete
escondo.
as coisas ficam invisíveis?
não.
fica aquele calombo,
aquele caroço de pano cheio e retorcido,
revelando um traço,
uma poeirinha de falta de caráter,
uma pena de maldade,
uma sujeira de nada,
se torna uma coisa absurda,
um pedaço de vômito,
um pano imundo
numa vida outrora limpa.
pensa comigo, leitor.
vale a pena jogar tudo pra debaixo do tapete?
varrer, soprar, tentar esconder, conciliar,
adjetivar seus infinitivos
infinitamente mediano,
medíocre, insano,
sem ter um plano
achar que pode enganar todo mundo?
viva a sua vida assim.
te vejo no fim.
veremos quem tem mais garrafas de pensamento,
eu no firmamento
e você embaixo do pé.
onde o choro não é escutado,
e a pedra que você carrega ladeira acima
desce no final do dia e o processo se repete.
não olha pra trás,
senão você vê o que quer,
mas o que quer jamais vai ter de novo.
tradutor
o que eu quero é ter alguém,
o que eu quero não tem tradução,
o que eu vivo não tem mais perdão,
o que eu rimo já cansou o ão,
de leve eu perco as estribeiras,
fico sem eira
à beira do abismo,
absinto,
lirismo,
sentimentalismos estranhos,
palavras dotadas de palavras,
sons,
vozes.
o que eu quero é ver o que ninguém vê,
chamar atenção,
ser e sem ter com você
o inferno de sempre
confiar-te minhas coisas,
guardadas numa caixinha,
branca com fita dourada,
amarrada e fechada à sete chaves.
na caixinha guardo minhas felicidades,
mesmo que pequenininhas,
guardo minhas alegrias,
fotos das filhas,
até diafragmas usados tem!
entrego minha vida a ti,
saibas o que faz com ela,
pois és professor de meus beijos,
abraços,
és guardador de meus selos,
és guia das minhas estradas,
todas as bifurcações,
és romântico epiléptico,
me faz tremer as paixões,
as pernas,
escreve poemas até em inglês.
dia desses li:
"you are what my mother's asked from the gods,
wise they are for leting you live their lives,
i'd shown you my words
you haven't unbuttoned your pants,
you have some sort of power,
that can turn me into an animal,
i swear to god you make me horny,
i feel like eating you up just like hannibal.
i wanna feel the taste of your flower,
finish you up and leave you drained on the top of the bed
but if you start chating about babies,
i'll put a dolar on your forehead"
achei tão lindo e charmoso,
por ser escrito em inglês,
gosto de ser assim mesmo,
tradutor não precisa, a minha estupidez.
o que eu quero é ter alguém,
o que eu quero não tem tradução,
o que eu vivo não tem mais perdão,
o que eu rimo já cansou o ão,
de leve eu perco as estribeiras,
fico sem eira
à beira do abismo,
absinto,
lirismo,
sentimentalismos estranhos,
palavras dotadas de palavras,
sons,
vozes.
o que eu quero é ver o que ninguém vê,
chamar atenção,
ser e sem ter com você
o inferno de sempre
confiar-te minhas coisas,
guardadas numa caixinha,
branca com fita dourada,
amarrada e fechada à sete chaves.
na caixinha guardo minhas felicidades,
mesmo que pequenininhas,
guardo minhas alegrias,
fotos das filhas,
até diafragmas usados tem!
entrego minha vida a ti,
saibas o que faz com ela,
pois és professor de meus beijos,
abraços,
és guardador de meus selos,
és guia das minhas estradas,
todas as bifurcações,
és romântico epiléptico,
me faz tremer as paixões,
as pernas,
escreve poemas até em inglês.
dia desses li:
"you are what my mother's asked from the gods,
wise they are for leting you live their lives,
i'd shown you my words
you haven't unbuttoned your pants,
you have some sort of power,
that can turn me into an animal,
i swear to god you make me horny,
i feel like eating you up just like hannibal.
i wanna feel the taste of your flower,
finish you up and leave you drained on the top of the bed
but if you start chating about babies,
i'll put a dolar on your forehead"
achei tão lindo e charmoso,
por ser escrito em inglês,
gosto de ser assim mesmo,
tradutor não precisa, a minha estupidez.
domingo, 11 de março de 2012
vovó
vovó nunca me deixe só,
me deixe esquecer que sou teu neto e só,
me faça viver sem ter vivido aqui,
me faça ir lá, não me faça sair,
não me dê dinheiro, me dê alegria,
ou talvez dinheiro ou alegria,
dê-me o que tiveres,
que eu saberei,
quando filhos tiver
te bem tratar irei,
quando estiver assim,
bem velha e curvada,
lembrando de um céu,
paisagem nublada,
meu amor por ti
já não me muda nada,
sempre estive aqui,
nunca lhe pedi nada.
vovó nunca me deixe solta,
de teus pensamentos leves como pluma,
se tiveres que ir, por favor não suma,
se tiveres que ser, por favor não seja,
veja,
o que tenho para lhe mostrar,
é mesmo o que tenho para lhe mostrar,
um desenho, um cometa, uma estrela,
um castelo, um filme, uma besta,
um monstro, um poema, uma cena,
veja!
seja tudo que eu sempre quis.
vovó por favor não se afaste,
que de mim tens tudo e não tens mesmo nada,
se preciso for alugo várias casas,
e coloco tuas memórias lá dentro,
para que não fujas em esquecimento,
para que me tenhas em qualquer momento.
só vasculhe dentro e de mim saberá.
vovó por favor já não morra,
que leve a mim ou a qualquer pessoa,
que deus cruel faria essa alma boa
ter que dizer adeus pra mim agora?
temos enfim a resposta pra tudo,
ou só está na hora de ir embora?
só a vovó sabe.
vovó nunca me deixe só,
me deixe esquecer que sou teu neto e só,
me faça viver sem ter vivido aqui,
me faça ir lá, não me faça sair,
não me dê dinheiro, me dê alegria,
ou talvez dinheiro ou alegria,
dê-me o que tiveres,
que eu saberei,
quando filhos tiver
te bem tratar irei,
quando estiver assim,
bem velha e curvada,
lembrando de um céu,
paisagem nublada,
meu amor por ti
já não me muda nada,
sempre estive aqui,
nunca lhe pedi nada.
vovó nunca me deixe solta,
de teus pensamentos leves como pluma,
se tiveres que ir, por favor não suma,
se tiveres que ser, por favor não seja,
veja,
o que tenho para lhe mostrar,
é mesmo o que tenho para lhe mostrar,
um desenho, um cometa, uma estrela,
um castelo, um filme, uma besta,
um monstro, um poema, uma cena,
veja!
seja tudo que eu sempre quis.
vovó por favor não se afaste,
que de mim tens tudo e não tens mesmo nada,
se preciso for alugo várias casas,
e coloco tuas memórias lá dentro,
para que não fujas em esquecimento,
para que me tenhas em qualquer momento.
só vasculhe dentro e de mim saberá.
vovó por favor já não morra,
que leve a mim ou a qualquer pessoa,
que deus cruel faria essa alma boa
ter que dizer adeus pra mim agora?
temos enfim a resposta pra tudo,
ou só está na hora de ir embora?
só a vovó sabe.
desilusão
vai idiota.
escolha bem os teus amores,
pra que não passes por isso,
pra que não se entregue aos vícios,
para enfim poder de fato amar.
vai idiota.
idolatra coisas vomitadas,
dramatiza gente mal amada,
pra que nada te adentre como sempre,
pra que voltes então ao teu ventre,
para assim poder de fato ver.
vai idiota,
ame outra puta
ou se jogue as traças,
entre o calor da loucura
e o frio da espada,
se coloque no caminho de quem abre os teus.
vai idiota.
seja você mesmo e ninguém mais que isso,
aprenda com seus erros, talvez menos omisso,
outra mulher vai amar o que tens.
chora idiota.
teus pensamentos voam,
cheios de sentimento,
mãos trêmulas escrevem coisas,
tocam escrementos,
piores que o cabelo dessa messalina,
piores que os seios dessa tresloucada,
piores que o colo, a vista, a vida,
enfim, piores.
piores que teu bem querer.
sábado, 10 de março de 2012
produção textual
juntei uns cacos,
rostos magros,
quadris largos,
quadros feios,
gente feia,
pobre,
sem meia,
coisas sujas na veia,
numa teia que puxa outras coisas,
moitas,
flores,
sabores e amores,
dores,
todos tão ores e ados
e vagos,
safados e tragos,
cigarros, bebidas,
amigas,
vidas,
e pronto.
tá feita uma poesia besta que qualquer um pode escrever.
sexta-feira, 9 de março de 2012
amigos, amores, perdido
preciso de todos os meus amigos de verdade
juntos numa sala pequena,
me livrando da saudade intensa,
me ajudando a escrever poemas.
preciso de todos que um dia sorriram pra mim,
me dando forças pra continuar,
tendo um carinho sem igual assim.
preciso de meia dúzia de eu te amos,
sinceros meus, teus, seus, nossos,
quero chamar alguém de minha linda,
quero te ter sozinho e sem problemas.
preciso de uma rima que me salve
dessa terrível e estranha esperança,
porque esperar nunca levou a nada,
e nem tão pouco toda essa vingança.
quarta-feira, 7 de março de 2012
poesia de aniversários
temo saber que o tempo passa
como inventamos descobertas,
às vezes rapido demais,
às vezes sem pressa.
temo saber que estamos indo embora
como travamos as batalhas,
ora sujando as mãos,
ora da porta pra fora.
temo saber que estás envelhecendo
como eu estou envelhecendo,
até que não sobre nada,
só o pó dos ossos,
coisas de artistas,
músicas fora de moda,
o mundo sem ninguém.
tu não estás lá.
temo estar ficando louco,
escrevendo coisas loucas,
coisas poucas,
sustentando bocas,
vestindo novas roupas.
tu não estás lá.
mas esteve.
é disso que me lembrarei.
temos que seguir em frente,
felicidade não se compra nem se vende.
é medida em momentos de ventos que sopram forte e sem a sombra da morte a espreitar.
o que se espera da idade?
seria eu o único a me desesperar?
me entristecer com o entardecer?
seja essencial já.
seja leal já.
um aniversário pode levar tudo embora.
sábado, 25 de fevereiro de 2012
domingo, 19 de fevereiro de 2012
idade
há milhares e milhares de anos
os homens não se respeitam,
as vidas são jogadas fora
como trouxas de roupa da peste,
queimadas,
mortas,
pulverizadas
e nunca mais faladas,
sempre.
há centenas de anos
os homens tentam ser o que não são,
tentam ver o que não há,
tentam ter o que ninguém tem.
destroem para construir,
constroem para destruir,
vão e vem sem ir
são e sem sanidade
sobrevivem.
há dezenas de anos
os homens buscam as curas,
sem sucesso para suas mediocridades,
não há curas para vergonhas e orgulhos,
sentados em tronos de ouro,
enquanto morrem de frio e fome,
quem não vota, não pensa,
não mora e não tem onde sentar.
há alguns anos nasci
o suficiente de tempo para descobrir
que nada disso acontece por acaso,
pois nada é igual ao que foi há horas,
e os minutos passam como água que lava os cabelos,
sujos de terra e de lama,
sujos com sombras de fama
de pensamentos antigos,
tão poucos os verdadeiros amigos
que contamos a vida e vemos tão sem graça
quando não estão.
há alguns segundos atrás comecei a escrever,
realmente não sei bem porque,
mas se posso e quero
tenho como ser em versos,
não quero mais me esconder.
há milhares e milhares de anos
os homens não se respeitam,
as vidas são jogadas fora
como trouxas de roupa da peste,
queimadas,
mortas,
pulverizadas
e nunca mais faladas,
sempre.
há centenas de anos
os homens tentam ser o que não são,
tentam ver o que não há,
tentam ter o que ninguém tem.
destroem para construir,
constroem para destruir,
vão e vem sem ir
são e sem sanidade
sobrevivem.
há dezenas de anos
os homens buscam as curas,
sem sucesso para suas mediocridades,
não há curas para vergonhas e orgulhos,
sentados em tronos de ouro,
enquanto morrem de frio e fome,
quem não vota, não pensa,
não mora e não tem onde sentar.
há alguns anos nasci
o suficiente de tempo para descobrir
que nada disso acontece por acaso,
pois nada é igual ao que foi há horas,
e os minutos passam como água que lava os cabelos,
sujos de terra e de lama,
sujos com sombras de fama
de pensamentos antigos,
tão poucos os verdadeiros amigos
que contamos a vida e vemos tão sem graça
quando não estão.
há alguns segundos atrás comecei a escrever,
realmente não sei bem porque,
mas se posso e quero
tenho como ser em versos,
não quero mais me esconder.
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
leva 100 horas pra deixar alguém feliz,
leva 2 segundos pra deixar alguém triste.
é necessário 100.000 horas pra fazer alguém se apaixonar por você,
mas apenas 15 segundos pra fazer alguém deixar de gostar.
o quanto você ainda acha que dá pra aproveitar?
o tempo está contra tudo e todos.
cabe a nós saber por qual caminho ir.
escolha o caminho certo.
o resto virá.
leva 2 segundos pra deixar alguém triste.
é necessário 100.000 horas pra fazer alguém se apaixonar por você,
mas apenas 15 segundos pra fazer alguém deixar de gostar.
o quanto você ainda acha que dá pra aproveitar?
o tempo está contra tudo e todos.
cabe a nós saber por qual caminho ir.
escolha o caminho certo.
o resto virá.
sábado, 11 de fevereiro de 2012
dá tempo de não chorar de saudade
um tom saudoso,
um leve toque,
breve,
prévia do amor
louco que sai dos poros.
tantos ignorantes me perguntam
do que se trata nossa relação.
como responder a tão ácida questão?
se estou aqui, você acolá,
me mato de tanto olhar pra porta,
telefone,
janelas,
telas,
pinturas,
mudas de roupa,
de plantas,
e outras tantas
coisas que não sei dizer o quê.
se está comigo
eu fico
e morro de ficar,
na cama,
vazando de um lado a outro,
torto,
querendo voltar pros seus braços quando vou ao banheiro
me alimentando de teu suor quente,
tua boca fria
me alivia
tudo.
e quando vai e não volta?
ou melhor,
quando foi e não voltou mais.
meu corpo se desfaz,
ele quer ir ao encontro
do divino
dividindo as atenções entre sonhar e sobreviver.
outro dia mesmo foi,
e agora onde está?
de vez em quando liga e diz
"já volto
vou mas retorno,
não te consumas, vergonha alheia,
com coisas tão pequenas quanto tudo o que temos.
amar não enche barriga"
amar não enche barriga, ela disse,
e a morte me toma por tolo.
quero acreditar em fim em todos.
mas começo a desconfiar de mim mesmo.
assim me protejo de sentir-me só.
ela volta hora dessa,
de mala e cuia,
sapatos quebrados,
bolsas roubadas
e vagina ardendo.
tremendo.
e eu aceito tudo.
digo ainda:
"quase deu tempo de não chorar de saudade".
um tom saudoso,
um leve toque,
breve,
prévia do amor
louco que sai dos poros.
tantos ignorantes me perguntam
do que se trata nossa relação.
como responder a tão ácida questão?
se estou aqui, você acolá,
me mato de tanto olhar pra porta,
telefone,
janelas,
telas,
pinturas,
mudas de roupa,
de plantas,
e outras tantas
coisas que não sei dizer o quê.
se está comigo
eu fico
e morro de ficar,
na cama,
vazando de um lado a outro,
torto,
querendo voltar pros seus braços quando vou ao banheiro
me alimentando de teu suor quente,
tua boca fria
me alivia
tudo.
e quando vai e não volta?
ou melhor,
quando foi e não voltou mais.
meu corpo se desfaz,
ele quer ir ao encontro
do divino
dividindo as atenções entre sonhar e sobreviver.
outro dia mesmo foi,
e agora onde está?
de vez em quando liga e diz
"já volto
vou mas retorno,
não te consumas, vergonha alheia,
com coisas tão pequenas quanto tudo o que temos.
amar não enche barriga"
amar não enche barriga, ela disse,
e a morte me toma por tolo.
quero acreditar em fim em todos.
mas começo a desconfiar de mim mesmo.
assim me protejo de sentir-me só.
ela volta hora dessa,
de mala e cuia,
sapatos quebrados,
bolsas roubadas
e vagina ardendo.
tremendo.
e eu aceito tudo.
digo ainda:
"quase deu tempo de não chorar de saudade".
boa noite, flor morena!
boa noite flor morena,
menina donzela,
menina pequena,
querendo carinho,
carente de crenças,
livre de doenças
e alegria extrema,
alegria aos montes
sem sorte e cheia de dons.
ouça os sons do dia
nessa noite fria
numa tarde louca,
de querer que não me doa
o coração.
sou a morena musical
uma flor sensacional,
inspiração
e no corpo e na alma
de onde vem a calma que me causa dor?
complicada sou,
guerreira silenciosa,
passo linda e toda prosa,
pra que tenha o que não tem,
nem vai ter pra quem se quer
se não sou mulher,
que serei eu?
espectro da noite,
noites de açoites
coitos e desmandos.
transo de ter atitude
e não me canso de dizer.
puta não é meu nome do meio,
e exijo respeito de quem se revela,
de carinhos vou deixando a merda,
vampira moderna é meu jeito de ser.
boa noite flor morena,
menina donzela,
menina pequena,
querendo carinho,
carente de crenças,
livre de doenças
e alegria extrema,
alegria aos montes
sem sorte e cheia de dons.
ouça os sons do dia
nessa noite fria
numa tarde louca,
de querer que não me doa
o coração.
sou a morena musical
uma flor sensacional,
inspiração
e no corpo e na alma
de onde vem a calma que me causa dor?
complicada sou,
guerreira silenciosa,
passo linda e toda prosa,
pra que tenha o que não tem,
nem vai ter pra quem se quer
se não sou mulher,
que serei eu?
espectro da noite,
noites de açoites
coitos e desmandos.
transo de ter atitude
e não me canso de dizer.
puta não é meu nome do meio,
e exijo respeito de quem se revela,
de carinhos vou deixando a merda,
vampira moderna é meu jeito de ser.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
derrota
um encanto se perde.
me ponho a cantar
um hino triste.
irei ensinar
que a alma existe
na alegria e na vitória,
na derrota se conserva a memória
num fracasso aprendemos
e fortalecemos nossos laços,
damos muito mais abraços.
se nos braços não há taças,
se na vida há desgraça,
se as conquistas nunca vem,
haverá você também
de ser vencedor.
naquilo que lhe ferve o sangue.
nas coisas que lhe fazem levantar.
se nas coisas simples ninguém ganha,
coisa grandiosas
nas mãos de quem irão ficar?
um encanto se perde.
me ponho a cantar
um hino triste.
irei ensinar
que a alma existe
na alegria e na vitória,
na derrota se conserva a memória
num fracasso aprendemos
e fortalecemos nossos laços,
damos muito mais abraços.
se nos braços não há taças,
se na vida há desgraça,
se as conquistas nunca vem,
haverá você também
de ser vencedor.
naquilo que lhe ferve o sangue.
nas coisas que lhe fazem levantar.
se nas coisas simples ninguém ganha,
coisa grandiosas
nas mãos de quem irão ficar?
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
sedentarismo
meus livros foram lidos, arrastados,
meus beijos foram dados, roubados,
meu sexo foi testado e comprovado,
fiz você perder teu selo do inmetro,
iso 9001, 69, enfim,
números infinitos de posições,
jargões médicos para brincar,
e muitas divinas comédias para encenar,
mas isso é papo para outro dia,
pois, eis que me apaixono e fico de calças curtas.
sendo eu excelente em nada fazer,
visto que uso palavras difíceis mesmo sem entender,
pagando de escritor para sobreviver e tirar calcinhas de mulheres e meninas,
como hei de fazer com que tu me notes como homem?
o que tenho eu a lhe oferecer, sendo eu um monte,
um monte de bosta, um monte de outros montes,
um monte de todo mundo?
falho em perceber minha própria personalidade,
e falho como homem.
não sobra nada...
além minha vida estagnada,
que tudo
é quase nada,
perto do buraco
no meu coração.
é o vazio estranho,
que me dói o peito,
que me faz pensar em uma só questão...
onde está o controle da televisão?
meus livros foram lidos, arrastados,
meus beijos foram dados, roubados,
meu sexo foi testado e comprovado,
fiz você perder teu selo do inmetro,
iso 9001, 69, enfim,
números infinitos de posições,
jargões médicos para brincar,
e muitas divinas comédias para encenar,
mas isso é papo para outro dia,
pois, eis que me apaixono e fico de calças curtas.
sendo eu excelente em nada fazer,
visto que uso palavras difíceis mesmo sem entender,
pagando de escritor para sobreviver e tirar calcinhas de mulheres e meninas,
como hei de fazer com que tu me notes como homem?
o que tenho eu a lhe oferecer, sendo eu um monte,
um monte de bosta, um monte de outros montes,
um monte de todo mundo?
falho em perceber minha própria personalidade,
e falho como homem.
não sobra nada...
além minha vida estagnada,
que tudo
é quase nada,
perto do buraco
no meu coração.
é o vazio estranho,
que me dói o peito,
que me faz pensar em uma só questão...
onde está o controle da televisão?
complexo de bebidas, dinheiros e outras coisas
http://flocoscombacon.blogspot.com/2012/02/cachaca-e-vodca.html
me chamaram, desci,
cheguei no bar, subi,
depois de um tempo bebi,
passou mais tempo, cansei,
cansei de ser eu, me entreguei,
joguei pros meus amigos a minha alma e o meu corpo,
solto, quase louco estava,
culpa da cerveja e da caipirinha de cachaça,
essas andam de mãos dadas e não querem me largar.
não se fazem mais transportes como antigamente,
tinha o bonde,
o ônibus era quase de graça,
que graça tem se não se tem dinheiro pra passagem?
nem que esteja só de passagem e não queira demorar,
não tem graça mendigar,
pedir e implorar,
infinitivar ou calado,
dormir na rua em pleno carnaval.
ninguém ri das coisas simples.
o que faz rir de verdade são os novos valores,
os novos humores,
meninas de 14 anos grávidas,
governos e invenções malucas como caipirinha de vodca.
http://flocoscombacon.blogspot.com/2012/02/cachaca-e-vodca.html
me chamaram, desci,
cheguei no bar, subi,
depois de um tempo bebi,
passou mais tempo, cansei,
cansei de ser eu, me entreguei,
joguei pros meus amigos a minha alma e o meu corpo,
solto, quase louco estava,
culpa da cerveja e da caipirinha de cachaça,
essas andam de mãos dadas e não querem me largar.
não se fazem mais transportes como antigamente,
tinha o bonde,
o ônibus era quase de graça,
que graça tem se não se tem dinheiro pra passagem?
nem que esteja só de passagem e não queira demorar,
não tem graça mendigar,
pedir e implorar,
infinitivar ou calado,
dormir na rua em pleno carnaval.
ninguém ri das coisas simples.
o que faz rir de verdade são os novos valores,
os novos humores,
meninas de 14 anos grávidas,
governos e invenções malucas como caipirinha de vodca.
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
o samba
tinha um samba antigo que eu escutava,
sempre que a vida me dava aflição.
não te contentes, neguinho,
com o que teus medos te trazem,
enfrenta e trate com carinho
a tua pretinha e os dengos que fazem
teus filhos, dizia,
e eu adorava.
acho que era do donga,
mas pouco importava.
o que a música te traz,
são lições virais,
pra vida bandida
e do que dela se tira.
desse samba tirava situações,
perdões, conselhos,
era completo como um samba enredo,
o enredo da minha vida,
cantava ele para minha filha
que tinha problemas no coração,
cantava ele pro meu filho
que já não está nesse mundão
tá por aí afora,
sendo anjo,
sendo visto,
um misto de sentimentos que esse samba dá.
era um samba do crioulo doido,
como dizia minha velha mãe,
e se um dia me sentisse 'pouco'
escutava o samba e me engrandecia,
e agradecia meus pais pelo bom gosto,
pagodinho e as revelações.
o samba é arte popular,
me faz guerreiro, independente,
esquecer meus tempos de carente
e dizer sem palavras, sempre com o pé
conheci uma mulata devassa,
debaixo das casas,
de paixão me mata
de mim dar no pé!
esse samba de mim tinha nome e sobrenome,
era vida e morte,
era querer bem.
e quando a morte vier me buscar,
irei sem reclamar,
vou me por a cantar
sentindo-me um viajante alegre
e sem rimas no bolso.
tinha um samba que eu escutava,
que me dava tudo e não me dava nada,
era só um samba,
não uma piada,
que gargalhava de mim e me gargalhava,
me fazia vivo e acreditava
que de samba o homem não vive,
mas pode sim criar homem melhor.
tinha um samba antigo que eu escutava,
sempre que a vida me dava aflição.
não te contentes, neguinho,
com o que teus medos te trazem,
enfrenta e trate com carinho
a tua pretinha e os dengos que fazem
teus filhos, dizia,
e eu adorava.
acho que era do donga,
mas pouco importava.
o que a música te traz,
são lições virais,
pra vida bandida
e do que dela se tira.
desse samba tirava situações,
perdões, conselhos,
era completo como um samba enredo,
o enredo da minha vida,
cantava ele para minha filha
que tinha problemas no coração,
cantava ele pro meu filho
que já não está nesse mundão
tá por aí afora,
sendo anjo,
sendo visto,
um misto de sentimentos que esse samba dá.
era um samba do crioulo doido,
como dizia minha velha mãe,
e se um dia me sentisse 'pouco'
escutava o samba e me engrandecia,
e agradecia meus pais pelo bom gosto,
pagodinho e as revelações.
o samba é arte popular,
me faz guerreiro, independente,
esquecer meus tempos de carente
e dizer sem palavras, sempre com o pé
conheci uma mulata devassa,
debaixo das casas,
de paixão me mata
de mim dar no pé!
esse samba de mim tinha nome e sobrenome,
era vida e morte,
era querer bem.
e quando a morte vier me buscar,
irei sem reclamar,
vou me por a cantar
sentindo-me um viajante alegre
e sem rimas no bolso.
tinha um samba que eu escutava,
que me dava tudo e não me dava nada,
era só um samba,
não uma piada,
que gargalhava de mim e me gargalhava,
me fazia vivo e acreditava
que de samba o homem não vive,
mas pode sim criar homem melhor.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
dúvidas, tenho muitas
por exemplo:
quem escreve besteiras pra sobreviver?
quem esquece asneiras que outros falaram?
quem viveu a vida inteira querendo viver?
quem enfrentou aquilo que foi complicado?
quem rosnou como um cão pra defender o melhor amigo?
quem dos seus amigos faria o mesmo?
quem venceu as adversidades e faria de novo?
quem espera alguém com espada e escudo a estender a mão?
quem começa a vida sabendo de tudo,
e quem vive começando a entender?
quem queria que o amor estivesse por perto?
quem fez por onde pra ele ficar?
quem correu atrás de alguém por tanto tempo
até perceber que não valia mais?
quem conservou e conversou com os pais,
pra no final ignorá-los?
quem joga damas no parque pra esquecer as frustrações?
quem está querendo morrer porque não dá valor a vida?
e quem joga com vidas por pura diversão?
quem criou o mundo inteiro
mas se esqueceu de criar o não?
quem travou ao falar em público
e na frente do espelho fala por duas horas em línguas desconhecidas?
quem viveu dentro de uma bolha a vida inteira sem ao menos ser doente?
quem tocou a campainha dos outros porque era engraçado?
quem conhecia realmente seus vizinhos?
quem fez sexo cedo demais e se arrependeu?
quem viu que se arrepender era o de menos e viu a barriga crescer?
quem amou os filhos mais do que a si mesmo?
quem chorou e xingou com notícias de crianças jogadas na lata do lixo?
quem já chorou pra deus só porque não tinha fé
quem te tomou por criança,
só pela casca de fora?
sem entender que o de dentro vale mais saber quem é.
por exemplo:
quem escreve besteiras pra sobreviver?
quem esquece asneiras que outros falaram?
quem viveu a vida inteira querendo viver?
quem enfrentou aquilo que foi complicado?
quem rosnou como um cão pra defender o melhor amigo?
quem dos seus amigos faria o mesmo?
quem venceu as adversidades e faria de novo?
quem espera alguém com espada e escudo a estender a mão?
quem começa a vida sabendo de tudo,
e quem vive começando a entender?
quem queria que o amor estivesse por perto?
quem fez por onde pra ele ficar?
quem correu atrás de alguém por tanto tempo
até perceber que não valia mais?
quem conservou e conversou com os pais,
pra no final ignorá-los?
quem joga damas no parque pra esquecer as frustrações?
quem está querendo morrer porque não dá valor a vida?
e quem joga com vidas por pura diversão?
quem criou o mundo inteiro
mas se esqueceu de criar o não?
quem travou ao falar em público
e na frente do espelho fala por duas horas em línguas desconhecidas?
quem viveu dentro de uma bolha a vida inteira sem ao menos ser doente?
quem tocou a campainha dos outros porque era engraçado?
quem conhecia realmente seus vizinhos?
quem fez sexo cedo demais e se arrependeu?
quem viu que se arrepender era o de menos e viu a barriga crescer?
quem amou os filhos mais do que a si mesmo?
quem chorou e xingou com notícias de crianças jogadas na lata do lixo?
quem já chorou pra deus só porque não tinha fé
quem te tomou por criança,
só pela casca de fora?
sem entender que o de dentro vale mais saber quem é.
perda
noite,
tanto faz.
quando a gente perde alguém
o tempo é desnecessário,
irrelevante,
vão.
os minutos,
as horas,
os dias,
as vidas,
tudo pára.
congela sem ela,
morre com ela.
quando a gente tem alguém
não pensa nessas coisas mínimas,
insuficientes ao perceber,
quase infladas de desimportância.
mas quando vem a saudade,
você vê que o tempo passou tão devagar,
que quando devia aproveitar,
tava se arrastando,
sem cor.
e a vida passa quase sem saber da existência de todo mundo.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
vida dura
duas horas da manhã,
sem perspectiva,
sem vida,
deitado e olhando pro nada.
umas roupas antigas, casa antiga.
o ventilador roda devagar,
quase que anunciando uma tragédia.
livros espalhados,
um quarto sujo,
televisão ligada pra ninguém.
talvez pros antigos moradores e seus antepassados.
bagunça,
o piso descola do chão,
a cama é velha e feia,
o colchão de molas...dói as costas.
tudo indicaria que não é nada,
mas vibrando eu te afirmo.
não há vida melhor.
duas horas da manhã,
sem perspectiva,
sem vida,
deitado e olhando pro nada.
umas roupas antigas, casa antiga.
o ventilador roda devagar,
quase que anunciando uma tragédia.
livros espalhados,
um quarto sujo,
televisão ligada pra ninguém.
talvez pros antigos moradores e seus antepassados.
bagunça,
o piso descola do chão,
a cama é velha e feia,
o colchão de molas...dói as costas.
tudo indicaria que não é nada,
mas vibrando eu te afirmo.
não há vida melhor.
a morte do sonho de bosques, parques e rosa choque
tenho fé em mim, sabe?
como todos nós temos que ter
eu acredito.
acredito que um dia possa melhorar,
tudo irá ser como era.
um sonhador,
mas não sei ser outra coisa.
às vezes me pego pensando em como consegui me colocar nessa prisão.
sim, sonho é prisão,
não tem outra explicação.é uma bolinha de papel sendo arremessada pra longe.
onde vai parar não se sabe, a sorte foi lançada.
mas de um jeito ou de outro,
assim como a bolinha os sonhos caem.
e se atingirem o chão com muita força,
acabam por quebrar antigas percepções.
um sonho morreu.
junto com ele fui eu mais uns três, quatro.
umas cinco garrafas,
vazias, despedaçadas,
quebradas.
mais umas duas mortes,
é preciso ter cuidado.
um sonho acaba de desabar.
é uma escolha.
tenho fé em mim, sabe?
como todos nós temos que ter
eu acredito.
acredito que um dia possa melhorar,
tudo irá ser como era.
um sonhador,
mas não sei ser outra coisa.
às vezes me pego pensando em como consegui me colocar nessa prisão.
sim, sonho é prisão,
não tem outra explicação.é uma bolinha de papel sendo arremessada pra longe.
onde vai parar não se sabe, a sorte foi lançada.
mas de um jeito ou de outro,
assim como a bolinha os sonhos caem.
e se atingirem o chão com muita força,
acabam por quebrar antigas percepções.
um sonho morreu.
junto com ele fui eu mais uns três, quatro.
umas cinco garrafas,
vazias, despedaçadas,
quebradas.
mais umas duas mortes,
é preciso ter cuidado.
um sonho acaba de desabar.
é uma escolha.
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