nada dura por qualquer coisa
o tempo é medido pelas rosas que são derrubadas
e pelos frascos quebrados da dissociação da alma.
novamente tem-se o caos , instaurado na explosão errada
do que quase foi um amor nascendo,
tremendo de raiva escreve e reescreve,
xingando o mundo,
o dia é ruim,
a viagem não tem fim e nada vale a pena
que não um triste barco indo ao horizonte,
a morte chegando,
o tremido das mãos e das pernas,
o fato de ser humano
o fato de ser amado,
o fato de ser querido,
e o fato de ser apunhalado pelas costas,
é enfim a melhor solução.
se não querem que viva este mundo, saia,
ninguem é capaz de cantar uma musica sem fala
e ninguém é capaz de musicar uma fala sem o canto.
o obscuro mostra-se agora como uma brilhante vida
errante, em essência
e desconfiada de tudo um pouco.
amar não dói,
confiar até que cegamente é a coisa mais fácil do mundo.
e nenhum destes leva onde todo ser humano quer ir...
a redenção não existe,
o buraco dormente da consciencia é aqui
e aqui também é a morte de ser traído
e a decepção de nunca ter sido amado.
eu quero definitivamente morrer de desgosto,
porque viver com ele está ficando cada vez mais insuportável
alguém me ajude(com a graça de Deus) e
me mande pra longe desse inferno.
Há esperança na vida,
todos são puros e amáveis,
nada é desleal,
a amizade existe,
este poema tem métrica
e desde criança me acusam de mentiroso.
que venha, eu estou me preparando pra isso.
[não pode ser pior do que morder a língua].