terça-feira, 20 de setembro de 2011

dizem que não escrevo de amor.

bom.

é que pouco sei sobre tal coisa,
e não gosto de mentiras.
que seria eu, ao contar a mais cruel de todas?
incerto

é incerto viver, ter,
é incerto um porque, querer saber,
é incerto você me pedindo perdão,
é incerto a incerteza de ser quem não sou,
e me vou, sabendo que aos poucos,
em cada pergunta me esqueço onde estou.
do lado de dentro

do lado de dentro me vejo incompleto,
estranho, invertido,
um sino toca na cabeça e eu mudo
o tom da conversa e da consciência,
a poesia tem prosa e verso,
esquece de me ver desmoronar.
se tivesse pro'nde ir, ia logo,
sem enrolar,
e fazia dessa poesia doida,
sem rima, sentido,
com certeza o meu lugar.
a missão (o mistério do poeta)

tenho um dever nessa vida,
tenho aqui uma missão.
trazer amor,
trazer calor,
enfim, viver por ti,
sem mim, nem eu,
só teu, serei.

quanto tempo fiquei aqui a pensar,
que um verso longo não vai aguentar,
se hoje tenho isso
sem vida, ser vivo,
olhar teus olhos, omisso,
beleza em si, me entristeço,
e com saudade olho para trás...
atrás de mim tem um milhão,
milhões de sonhos, milhões de amores,
calores.

e eu com frio, sozinho e de porre.
o escrever do eu escravo

escrevo um poema,
enredos para cinema,
e talvez depois me falte vida pra continuar.

escrevo pois quero minha vida mudar,
escrever me dá
e ainda quer receber,
então minha alma depende do ser...

(se valesse a pena todo mundo ia tentar escrever também).

peguei um papel e manchei,
nele usei, coloquei
toda a desgraça e o ódio,
toda alegia e o sorriso,
é como uma casa se fechando,
as paredes entrando em mim,
mil facas, mil dores, mil choros.

com que propósito?
sou escravo de ser qualquer um.
o fim do amor

começa com uma ligação,
uma conexão,
um sentimento inquebrável
que se espatifa como vidro velho no chão florido.

e não é nada glamouroso,
é a vida escapando pelas suas mãos,
e a certeza de que lá se vai um pedaço da alma.
o relógio

que pergunta terei e quem serei
se nem um verso sai?
logo minha mente terá coisas mais importantes com que se preocupar do que essa história de poesia.
e aí?
ha ha
aí acabou tudo.

sinto o tempo passando estranhamente.
que faço eu com cada vez menos de mim?

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

como conquistar uma mulher de verdade

sempre que encontrares um abrigo,
faça dele do teu gosto,
pinte, borde, solte o verbo,
pra deixá-lo sempre assim,
de um jeito no qual possa,
mesmo assim sem compromisso,
sem rima, nem submisso,
entender de onde venhas,
e ainda que não tenhas esperança,
num anacronismo ou numa lembrança,
me retoque com teu ser completo,
que ainda nessa vida
eu irei te abraçar.

que abraçando a tua alma,
simplesmente puro abraço,
teu amor ainda hei de ver ganhar.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

te faço gato e sapato,
te mato, trago e não trago
de maio, ao dezembro amargo
o que há pra se fazer?
te enterro, pego e não nego,
dispenso, troço e destroços,
pedaços, laços expostos,
movendo casos e acasos,
mortes morridas, matadas
vidas sem sorte, acabadas
amadas e mal amadas
de tanto despedaçar.


quarta-feira, 24 de agosto de 2011

inspirações e briguinhas de casal

algumas pessoas me perguntam
de onde vem inspiração,
que faz o coração tremer,
mexer meu corpo
e umedecer as pernas,
com versos cansados,
versos modernos,
de terno e gravata.

não sei responder,
de lugar nenhum, acabo dizendo,
e tremendo fico eu,
com tanto sentimento,
mesmo assim não faço questão.

poesia é só palavra,
não umedece nada
nem reclama o teu perdão.

domingo, 21 de agosto de 2011

paixão no largo da carioca

num gole só a bebo inteira,
tenho muitas garrafas em minha geladeira,
sua essência ainda muito em mim,
e de repente, assim, sem mais,
me sinto em paz, decente,
expondo um sentimento morno,
vivendo em torno de um bem querer,
um querer sem ter
aos montes,
bebendo das fontes de uma calmaria,
aqui dentro és mais puritana,
do que lá fora mostra-se vadia.

para conquistá-la por inteiro,
terei de esperar passar o dia.

(isso não deve ser bom para minha alegria)
companheirismo

e de todas as trivialidades de que me lembro,
aquelas nas quais estava
são as que tem a maioria das significações.
se não fosse por isso,
jamais estaria lendo essas cartas velhas
ou até mesmo pensando em como me arrependo de nunca ter sido realmente livre.
desempedido,
ou simplesmente desprovido de sentido
sem você comigo,
sem o barulho das canecas quebradas
nem tristezas gritadas.
só o fim me põe a prova.
de ser verdadeiro ou não.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

memória

faço a história,
de hora em hora,
sem demora,
não faço hora,
ora em pé, ora deitado,
desanimado,
sem ânimo,
em pânico ou êxtase,
metástase de pensamento,
palavras com o vento,
contra o vento,
medo,
desesperação,
de arma na mão,
lutando contra tudo e todos,
mortos, todos,
e nem sempre longe de tudo,
meus demônios participam.

faço agora,
presente, passado, futuro,
mudo,
desmudo,
mundo,
todo,
todo o mundo,
muda
na mudança da memória.

o agora pode nem sempre ser,
se a prisão do tempo tiver pra onde ir,
sem o ir e vir quem sou?
pensou a morte.

fim sem sorte, exclamei sem pensar,
e de tanto achar filosofia,
fui parar num posso sem fundo,
até o pescoço.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

não sei se gerado por curiosidade mórbida,
ou por loucura baseada em alcoolismo,
resolvi entender a mente feminina.

(...)

acabei cansado, triste, impotente,
de tanto chorar e participar de seus terrores.
se eu dissesse que tudo foi simples,
e pensamentos mudaram outras mentes,
tristes acasos, ora dormindo, ora acordado,
sem me ligar em amanhã?


terça-feira, 9 de agosto de 2011

crescimento

hoje conversei e me abri,
amanhã nem sei.
todas as coisas que senti, pensei,
eram estranhas no espelho.
não se vê mais tantos devaneios,
nem sentimentos de alegria e dons.

hoje eu sou moleque,
amanhã talvez,
não entenda mais o que é amar,
não saiba demais me enterrar
em tanta pouca idade sem responsabilidade.

e de hoje em diante prometo avançar,
ganhar tragédias e maturidade,
compor canções de rotas e coragens,
beijar as bocas sem contar vantagens,
cantar e afetar sonoridades,
crescer e florescer,
viver enfim.

e para que assim isso aconteça,
deve-se ter um pensamento apenas.
que todos outros rostos entristeçam
e o teu rosto seja mais ameno,
sem o peso do pranto e desgosto,
viver sem ter educação e dor,
mas se quiseres crescer ser humano,
terá que colorir-se de outra cor.
recomeço

contanto que a vida não me negue nada,
vou atrás do que me pertence e ainda nem sei
se volto ou não volto,
mas se retornar volto de bagagem cheia,
de sonhos ainda escondidos,
matérias solidas e diluídas,
experiências compartilhadas e perdidas
e um resto solto, meio em vão.

mas se quisermos tudo isso,
conhecimento é mais que necessário,
mantenha tudo escrito no diário,
não altere seu itinerário à toa,
nem por opressão.

se o amor une duas pessoas,
o que um sequestro não fará então?

um poema tão pobre e perdido,
uma flor assim despedaçada,
ainda encontra em si a ti, salvada
e da memória não será deixada
e de repente um tanto de coragem,
oportunidades aparecerão,
para unir todas as rimas fracas,
fazer cantar com um só coração.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

interno

tudo era escuro e frio,
solitário e em mim nada crescia senão o medo,
logo fui sabendo, descobrindo,
me surpreendendo
e de nada adiantava o abrir das bocas,
puxar de cabelos,
ventos de cá e de lá,
pobres ventos que me trazem,
nada além dessa saudade,
que me invade e me entristece.

tudo era bom e velho,
como saudoso era o tempo,
e sem tempo eu me encrespava
com quem vinha aborrecer,
de vez em quando quem era,
musicava, até fazia bonito
uma poesia solta,
um verso puro, soltinho.

era como se houvesse em mim,
a felicidade plena de ser,
de um jeito ou de outro, um toque,
uma lembrança,
cosquinha no pé,
mordidinha no nariz,
quem diz que nas coisas pequenas não há glamour?
digo o que digo e sei o que digo,
se não tens tanta certeza,
não se apegue as palavras.

terça-feira, 21 de junho de 2011

o que fazer quando se perde a inspiração

faça silêncio,
faça força,
reze, mentalize,
peça pelo amor de Deus, Zeus, Alá, Buda, Sílvio Santos,
se agarre em fé,
não se desespere,
entenda, morda as mãos,
bata a cabeça na parede,
invente desculpas...

'não, não é isso,
simplesmente não tenho tido vontade de escrever,
nem sei porque, só não quero'

'caneta? lápis? o que é isso?
ah, sim, não, não tenho mexido com isso não,
ando trabalhando muito'

'meu relacionamento me mantém ocupado o bastante,
pare de me atormentar, terá em breve sua poesia!'

durma mais horas por dia,
mesmo que não possa,
não escreva nem cartões de natal,
pare de dar autógrafos para si mesmo, afinal você não é ninguém!
sinta-se em casa no meio da rua, longe de tinta e folha branca,
chame os amigos e se envolva com mulheres da vida,
use drogas,
beba muito e perca a consciência,
desmaie mais para evitar pensamentos que possam ser transmitidos em palavras e versos tortos,
pense menos, o que não será tão difícil, visto o quanto fazemos esforço para parecermos mais inteligentes,
abrace finalmente quem você é,
descubra pouco a pouco que sua cabeça é do mesmo tamanho que a de todos os outros mortais,
não minta sobre ter visto filmes clássicos da década de 40, um dia você pode ser perguntado sobre quem foi Clark Gable ou Katherine Hepburn e não saberá responder,
ou melhor, minta mais,
saiba menos,
leia mais... revistas de fofoca,
escute Luan Santana,
faça negócios com Jorge Couto Mafalda, seja lá quem ele for.

O que fazer quando não se tem inspiração?
se masturbe mais,
cada vez mais,
o sexo estimula muito o corpo e a mente,
mas o sexo consigo mesmo só consegue deixá-lo exausto e se sentindo sem atrativos,
ligue para a sua mãe e conte a ela sobre seus problemas com prostitutas, drogas e álcool, e veja o que ela tem a dizer.

o melhor remédio, acima de todos os outros, é fingir que nada acontece e escrever assim mesmo, lixos sem compreensão.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

vômito

não sei o que escrevo, sei que é puro sentimento,
estranho ver a mente funcionando,
que serventia há aqui, santa ignorância?
é um privilégio a minha mediocridade,
vem as palavras de dentro e querem tirá-la de mim?
com que direito sou eu imaculado por coisas irrisórias,
coisas que não sei como explicar,
juntar tudo, fazer falar,
cantar, e escrever?
perguntas sem respostas, guitarras, feridas a mostra,
é o olho do guerreiro que treme antes de matar,
é a caneta, que cai da mão quando vai riscar,
é a borracha que rasga o papel quando vai apagar.
não quer apagar.

nada apaga,
o que fica são lembranças borradas,
que são encontradas, na verdade em qualquer canto do mundo,
seja você pobre, imundo,
seja você rico, insosso,
seja a minha vida a sua,
intensa ou morta.
seja.
simples, exposta,
cortada e arrancada,
arregaçada com palavras fortes e muita 'merda' para todos.
mas não há todos, estou sozinho, posso assegurar,
poemas curtos e divindades a adorar,
não acredito em nada, nem tenho do que reclamar,
encho poemas de verbos para nada,
nem em mérito algum entrar, e volto a mim.
sempre assim, repito palavras, expressões,
morte, negro, podre, coisas que impressionam,
na verdade de nada importa,
minha mente é perturbada como a de todos os outros ridículos que passam por aqui,
que desmaiam de decepção.
não quero saber.

um toque mágico, borboletas,
ninfetas fazendo caretas,
devaneios,
versos feios,
frases feitas,
de tudo um pouco.
a escolha é sua,
o que fazer?
o que ler?
a quem recomendar, se valer a pena.
sinceramente, recolho-me à minha insignificância

um poema não é lugar para reflexões,
percepções à toa.
um poema é luz de velas,
é felicidade instantânea pra qualquer pessoa.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

de vez em quando também penso em sentimentos nobres

ahhhhhhhhhh, acordei,
me sentindo moderno,
esbocei sorriso,
mas não consegui.
me abri, me encantei,
senti o cheiro das rosas brancas
no jardim lá fora,
senti o sopro de vida entrando na casa,
vibrando do nada, pulando e cantando
tirando de tudo uma lição.

de vez em quando olhava por detrás do ombro,
se alguém me seguia, ao ir pro trabalho,
alguém se esgueirava, eu sentia, marcava, meus passos seguia,
diabos! dizia e nada eu via,
mas como veria? tão cego de ambição?
cantando aquela mesma canção, não dava muita atenção.
no fim cheguei ao destino, encarregado, vivo,
cheio de mim mesmo, responsabilidades, alardes, chamadas.

a rotina tomava conta da sala, do prédio, da rua,
a viela no centro da cidade,
como seria a vida em bora bora, oahu, etc. como?
não conseguia imaginar,
nem sonhar, que sonhar é brega, dizem,
e nada quero esperar.
vou me enterrando em silêncio,
dispenso problemas de marca maior,
aliás, é o que mais tenho, todas essas vidas que vivi,
só problemas tenho pra mostrar,
e um poema que agora ensaio,
nesse mês de maio que não acabará.

mas dentro disso também há esperança,
nesse destempero e delírios mil,
essa rotina, desgraças de março, que o fim de julho estará por vir.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

motivação

eu olhava e olhava aquele pedaço de papel,
começando tão metalinguistico quanto qualquer outro,
olhava e escrevia,
poesia,
ardia em mim,
sem ter o que fazer,
sem chorar, nem querer,
infinitivar,
morrer,
eu olhava e olhava.

eu olhava com prazer aquilo à volta,
sem pobreza, tão nobre e morta,
sem riquezas, sem nem porquê,
dizer se vinha ou não vinha,
inspiração, tirar de onde?
sei, tem gente que tem montes,
mas não era por querer.

não adianta escrever,
sem ter consigo o sentimento,
sem carregar algum tormento,
sem tocar nem instrumento,
sem a sensibilidade crítica,
monolítica,
sem ter nada na cabeça,
mas tendo alguma certeza e pondo pra fora.

agora, se tens tudo isso,
não perca seu tempo,
vamos deixar de fingimento,
que de inteligência já morreram tantos,
entregues a vida bandida,
à bandalha ferida que os queria mal.

e se tiveres algum pensamento,
guarde pra ti mesmo e não me amole,
não coloco em meus versos sujeira,
besteira, poeira que imacule a prole.

algo me dá forças para continuar,
não quero escrever mais, é bem verdade,
mas como não atender a chamados superiores,
divinos sabores e temperança?
se fosse ainda ontem eu teria me esquivado,
me salvado,
salivando de vontade de me enterrar vivo e nunca mais... nada,
mas não é tanto assim que eu vivo, não mesmo, meu senhor,
é de viver que se entende, e eu andava meio desentendido mesmo,
escondido de me sentir bem,
a vida me lembrando assim que ainda tem o que se tem,
e aí a gente olha pra frente.

quando a gente tem um outro,
coisa nova, ventos novos,
esperança,
a gente dá valor,
mas se for só por isso, a vida não tinha cor
e tudo ia pelo ralo, não?
não.
ou talvez sim, mas não nos cabe ser, só aceitar,
e um dia uma linha que seja, pode te salvar das alegrias,
que essas passam mais rápido do que foi a idade da terra.
não.
o que fica são as mudanças,
se não totalmente suas,
pelo menos tem seu toque,
identidade,
que se faz de sua imagem e semelhança,
sem Deus, que esse não olha, só cria,
e não destrói o sorriso de uma criança.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

espera

se arrastando como uma falha no tempo
maio vai passando e levando consigo minhas ilusões,
e até junho chegar, já me cansei de compor canções,
e quando julho resolver se iluminar,
penso em agosto e em minhas esperanças
tolas, em sua grande essência
pois quem espera, jamais alcança.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

sombrio

aquele que duvida do meu talento, mas nunca duvidou do meu coração, Thiago Catarino.

vazio, escuro,
sozinho, sem vida,
triste, sóbrio,
neutro, podre,
morte, sem sorte,
avante guerreiros da noite em suas inúmeras definições,
só alguém que tenha estado no lado negro do mundo
pode voltar com determinadas percepções,
palavras todos usam,
mas jogam, necrosando ao vento,
soprando sem medo o ferimento,
ferida de dor e desgosto,
em pleno mês de agosto,
quando a vida volta a brilhar.

mas agora o que só tenho é o olhar,
marcado por tristeza e ócio,
será que posso ser de outro jeito?
terei de ficar sem jeito quando pensar em calores?
que sou eu já sem amores?
quem bate a minha porta a procura de sabores,
só encontra o amargo do féu,
não, amigo, não há mel para quem se transformou no próprio ferrão!
adocicando poesias em vão, estragando textos e prosas e versos e notas,
e acordes em fossas, sinfonias inteiras sem som,
surdez acumulada, drama, não há fama, então coma!
coma tudo que vier, coma a vida, coma a morte,
se convença que não temos nada a perder,
pois no final, o que ganhamos até aqui?

de que me vale ter essa realidade, menos morta,
se nem ao menos me foi dada a força bruta,
que suportar já me estafa tanto,
e tanto faço para respirar teu pranto.

e o meu. bem, eu mesmo só quero é gritar,
gritar aos sete ventos, chorar,
chorar sobre os tormentos e dizer,
sem ninguém escutar.

esse poema péssimo e ruim,
forte e desnecessário,
não teria sentido,
se aqui desse lado,
estivesse alguém que de fato tivesse algo a oferecer.
não teria sentido,
mais ainda do que uma pessoa feliz,
não ter o que querer.